segunda-feira, 13 de outubro de 2014

ROCK, HARD ROCK E METAL CRISTÃO

Poucos gêneros da música contemporânea são tão abrangentes quanto o Metal. É de fácil percepção que o gênero abarca diversas categorias em seu escopo. Musicalmente falando, peso, melodia, influências folclóricas, eruditas, sinfônicas costumam ser absorvidas pelo Metal com maestria, sendo, costumeiramente, parâmetro para a divisão do estilo em subgêneros. Podemos observar que o Metal pouco faz discriminação com as mais diversas influências utilizadas pelas bandas pertencentes a cada um desses gêneros.

O tema do presente artigo, por sua vez, escapa simultaneamente às duas "regras" supracitadas. Em primeiro lugar, sua separação dentro do Metal é dado perla temática de suas letras, e não por variação musical; e, em segundo, este subgênero é um dos mais marginalizados e controversos dentro do próprio Metal. Falamos do Metal Cristão, ou White Metal.

Um subgênero?

Inicialmente, faz-se necessário expor que o White Metal, definitivamente, não segue a lógica de subdivisão do Metal. Sua temática lírica, no entanto, tem agregado as bandas que tratam da mesma de forma mais contundente do que outras, ao longo da história do gênero. O Metal Cristão  reúne bandas de todos os subgêneros do Metal, tendo representantes até mesmo no Black Metal, campo comum de temas relacionados ao ocultismo, satanismo e anticristianismo. Apesar de, visivelmente, não pertencer ao mesmo campo estrutural dos subgêneros do Metal, o White Metal acabou assumindo um caráter identitário, que partiu, anteriormente como instrumento de marginalização e exclusão, mas funcionou como escudo e mecanismo condensador, para as bandas do gênero. Em outros termos, o que era usado de maneira pejorativa, acabou sendo admitido como imagem real de tais bandas.

A Música Religiosa - Um Breve Histórico

É fato que a música está presente desde os primórdios da humanidade e não há registro do que sejam as primeiras músicas.  Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

Como qualquer manifestação ou tribo urbana, os grupos religiosos também detém seus ritos próprios e adaptações de diversas manifestações artísticas para a expansão e divulgação de seus dogmas. A música é um dos principais instrumentos para tal exercício, segundo Marius Schneider, historiador musical, "a religião tem, na música, um dos principais métodos de divulgação de seus movimentos sacros, enquanto a música tem, na religião, um de seus principais métodos de propagação." Dessa forma, é possível perceber que a música desenvolve-se, também, na medida em que é utilizada pelos grupos religiosos.

Claramente,  cada religião possui formas específicas de música religiosa, tais como a música sacra católica, o gospel das igrejas evangélicas, a música judaica, os tambores do candomblé ou outros cultos africanos, o canto do muezim, no Islamismo entre outras. Maior expressão religiosa do mundo, com cerca de 2 bilhões de adeptos, e a mais influente na composição ocidental - donde advém o Metal - o Cristianismo desempenhou papel fundamental na evolução musical, sendo, por isso objeto de nosso interesse nesse estudo. Precisamos saber, que a origem da música cristã é comumente relacionada aos Salmos. Segundo J. Gonzáles Echegary, "Salmos ou Tehilim (do hebraico תהילים, Louvores) é um livro do Tanakh (fazendo parte dos escritos ou Ketuvim) e da Bíblia Cristã, e constitui-se de 150 (ou 151 segundo a Igreja Ortodoxa) cânticos e poemas que são o coração do Antigo Testamento, é a grande síntese que reúne todos os temas e estilos dessa parte da Bíblia, utilizados pelo antigo Israel como hinário no Templo de Jerusalém, e hoje são utilizados como orações ou louvores, no Judaísmo, no Cristianismo e também no Islamismo."
É óbvio que existem diversas outras manifestações religiosas também dentro do Metal, possíveis objetos de estudo, no futuro.

O Metal Cristão e sua Evolução

Como qualquer expressão da música cristã, o Metal Cristão começa a desenvolver-se junto do próprio estilo. O título de primeiras bandas de White Metal, normalmente, é creditado a Petra, Resurrection Band, Messiah Prophet e Jerusalem. Mas a primeira grande banda de Metal Cristão, decididamente, foi o Stryper, o primeiro grupo do gênero a receber um disco de platina. No início dos anos 90, o Mortification ganhou destaque por se tornar a primeira banda de Death Metal com uma temática cristã.
Bandas mais extremas também começaram a se interessar pela temática e, mais tarde a banda Living Sacrifice estava tocando um Thrash/Death metal Cristão; também; Paramaecium se tornou uma das maiores bandas de Doom Metal cristão e influenciaria mais tarde bandas cristãs como Pantokrator. Dentro do mais polêmico, pesado e fechado subgênero do Metal, o Black Metal, algumas bandas também passaram a adotar o cristianismo como temática de suas letras, assumindo o duro desafio contra a postura fechada o meio.

O Horde é considerada a primeira banda de Black cristã, e o lançamento de Hellig Usvart - que significa "Sacro unBlack", gerou reações muito negativas entre a maior parte dos fãs e bandas do Black Metal. Unblack metal passou a ser usado algumas vezes usado por Cristãos para se referir ao Black Metal cristão, para se livrar da conotação negativa do termo "Black Metal". A idéia de "Unblack" ou  "não-preto", foi lentamente sendo substituída pelo termo White Metal. Os noruegueses do Antestor também enfrentaram a duras penas o preconceito dentro do mundo do Metal, adquirindo, posteriormente, certa fama e lançando álbuns muito bem recebidos pela crítica.

Contemporaneamente, o Metal Cristão conseguiu derrubar certas barreiras e passou a ser veiculado juntamente às bandas de cunho secular, num único mercado, frequentando festivais e realizando turnês ao lado de grandes bandas tradicionais do Metal. Muito dessa aceitação se deve a incorporação da temática no meio da explosão do Power Metal, nos anos 90, e deve ser crediata, especialmente, à figura do vocalista Rob Rock. Inicialmente, Rob fez fama como o vocal e guitarrista virtuoso da banda de Chris Impellitteri o Impellitteri. Durante os anos 80 e 90 ele concentrou-se em seu trabalho solo, lançando o ótimo álbum "Rage of Creation". E também fez parte dos vocais da banda de heavy metal Warrior.

Muitas bandas de Metalcore, um gênero já bastante marginalizado, dentro do Metal, também fundamentaram suas bases líricas no cristianismo, tais quais Zao, As I Lay Dying, The Devil Wears Prada, Still Remains, e Demon Hunter. O crescimento da popularidade do Metalcore, durante a primeira metade dos anos 2000, se deve muito à força da música cristã, nos Estados Unidos.

No Brasil, o Metal Cristão segue discreto mas também possui nomes de peso considerável. Os pioneiros do estilo, no país, são os evangélicos do Stauros, banda de Prog Metal de Santa Catarina. Mas o maior nome do gênero, no Brasil, até hoje, são os católicos do Eterna, banda paulista muito premiada, especialmente com o disco "Epiphany" - mais tarde dissolvida no que seria o atual Ceremonya. Uma banda atual, ainda tentando espaço, que merece destaque, é o Destra. Apesar de ser o maior nome da música religiosa brasileira, há controvérisas sobre a inclusão do Oficina G3, musicalmente dentro do Metal.

Seventh Avenue, Theocracy, Narnia, Audiovision, e Divinefire são as mais proeminentes bandas de Power Metal cristão. Existem muitas outras notáveis bandas, incluindo Ultimatum, Becoming the Archetype, Temple of Blood, Aletheian, Crimson Thorn, Dynasty, Harmony, Saviour Machine, Majestic Vanguard, Soul Embraced, Visionaire, Ikarian, Sympathy, Virgin Black, Century Sleeper, Disciple, Veni Domine, entre outras.

Aceitar, Incorporar, Rejeitar?

O Metal é, até hoje, um dos gêneros musicais mais marginalizados e discriminados, do mundo. É comum presenciarmos interpretações ignorantes e preconceituosas sobre o Metal e os seus ouvintes. O ouvinte do Metal, o fã do gênero, é, por sua vez, aquele que mais faz juras de pertencimento e irmandade entre aqueles que adoram o estilo.

É por tais motivos que parece inconcebível que o fã do Metal, que conhece o preconceito e a marginalidade midiática tão bem, pregue o mesmo preconceito para com os seus companheiros, dentro do gênero. O Heavy Metal derivou do Rock clássico, absorvendo influências diversas, entre elas da música negra e Gospel estadunidense. Grandes ídolos do gênero tem forte vínculo religioso, como Dave Mustaine, Tom Araya ou Alice Cooper. Por tais motivos, o cristianismo deveria ser aceito como tema tão facilmente como qualquer outra temática ou mitologia.

O adepto do Metal cristão encontra-se comumente, à margem e sem força de pertencimento dos dois grupos. Por ser um ouvinte de um estilo usualmente relacionado ao ocultismo e paganismo, muitas bandas e fãs enfrentaram forte rejeição dentro dos grupos religiosos. Ao mesmo tempo, por se utilizarem de uma temática não tradicional, vista por muitos como antitética aos preceitos do Heavy Metal, foram escanteados e ridicularizados.

À parte do enquadramento filosófico das bandas, o claro é que tais grupos são os responsáveis por grandes álbuns da história do Metal, e devem ser levados em consideração pela sua grande contribuição na propagação do gênero.

Rock dos 3

Rock nos afasta de Deus?


  • VOCÊ AMA JESUS CRISTO AO PONTO DE BUSCÁ-LO DIARIAMENTE EM ORAÇÕES, LOUVORES TAMBÉM LENDO E MEDITANDO COM DISCERNIMENTO DO SENHOR AS SAGRADAS ESCRITURAS, PRATICANDO CARIDADE, AJUDANDO SEU PASTOR E CONGREGAÇÃO, etc. ?


  •  VOCÊ É PERDIDAMENTE APAIXONADO POR JESUS CRISTO ?


  •  VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A CARREGAR SUA CRUZ POR JESUS CRISTO  ?


  • VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A EVANGELIZAR AS PESSOAS QUE AINDA NÃO CONHECEM A PALAVRA DO SENHOR ?


  •  VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A LUTAR CONTRA O PECADO E RESISTIR A TUDO O QUE NÃO FOR DE DEUS ?

Se a resposta for SIM, então fique tranquilo , VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO!
E não importa que o ROCK faça bem para os nossos ouvidos, mas, desde que TUDO SEJA PARA A HONRA E GLÓRIA DO SENHOR JESUS CRISTO.
Jesus Cristo está a procura daqueles que O adorem em ESPÍRITO E EM VERDADE, e Ele não disse quais são os estilos musicais “corretos”.
Nós (Dayse e Andreza) também amamos o metal cristão e somos verdadeiras servas do Senhor e este blog é para nós expressarmos o amor de Deus nas nossas vidas.
JESUS CRISTO AMA VOCÊ COMO VOCÊ É – NÃO SE ESQUEÇA DISSO 
 Ele quer apenas que o sirvamos em espírito e em verdade.
Fique tranquila, mas GLORIFIQUE SEMPRE O NOME DO SENHOR JESUS CRISTO !

Não há regra bíblica alguma sobre quais os estilos musicais que agradam a Deus e nem quais os instrumentos que o Senhor desejaria ouvir em adoração !!!

Não devemos ser preconceituosos, nós temos que ter o coração MANSO feito o de 
Jesus Cristo.

Rock Nunca Mudou Nada, Vai de Cada um, Assim como Tem Pagodeiro Ateu, Tem Rockeiro que Acredita em Deus...

Eu sou completamente louca por Jesus,porem também amo o estilo musical Rock.
Todos falam que Rock e igreja é uma mistura não muito legal,acho isso muito errado pois se o Rock existe é por quê DEUS permitiu.

Então está mais que esclarecido o ROCK NÃO NOS AFASTA DE DEUS!

domingo, 12 de outubro de 2014

Que Deus nos ajude a não jogar a toalha

Tenho vivido dias de tempestades desde que me ensinaram precocemente a tal de uma “arte de pensar”. Aí comecei a me achar um “pensador”, principalmente depois que me disseram que tinha recebido a mente de Cristo.
Então o que antes era um exercício para auto-edificação aos poucos foi se tornando o meu próprio fardo, isto porque limpei as sujeiras de minhas lentes pelas quais via as coisas, mas infelizmente não pude fazer o mesmo com muitos que me rodeiam. Concordo piamente com o que disseram certa vez: “o mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça" (Coco Chanel).
Ando pecando muito, confesso. Por isso estou invejando aquele simples cristão que mora no campo, que passa o dia abraçado com a criação de Deus lidando diretamente com a natureza...

Invejo o cristão humilde da igreja simples que a noite se reúne com os irmãos num templo,apenas a Bíblia, a voz, a viola do campo envelhecida e a maravilhosa presença de Jesus.

Invejo o cristão que não sabe nada sobre as tantas correntes teológicas e que nunca imaginou que elas têm afastado os próprios irmãos por causa dos pensamentos divergentes por não saberem separar ideias de vidas.

Invejo os que nunca ouviram falar em shows gospel e nunca souberam das falcatruas por amor ao dinheiro que este segmento anda protagonizando.

Invejo o cristão que nunca acessou uma internet e nunca assistiu a um vídeo recheado de loucuras, apostas-ias, bizarrices que mundo evangélico tem apresentado.

Os invejo porque sei que estão regozijados e satisfeitos plenamente em Cristo e poupados das tantas loucuras deste mundo.

Estamos diante de um conflito sistemático que nos inquieta. Tudo está em cheque: nossa fé, missão e relevância. E ao notar que as engrenagens do sistema o qual estamos inseridos está enferrujada, não nos cabe mais a fuga, mas sim o doloroso enfrentamento por amor a Deus e a sua Igreja. Daí notamos que “pensar” tem nos gerado sofrimento porque automaticamente esta ação faz com que não nos conformemos com a loucura corrupta deste mundo, e isso ao mesmo tempo nos torna perseguidos por uma outra “fé”, outra “missão” e outra “relevância”.

Outra fé. A fé do evangelho conveniente. A fé do mistério, da prosperidade, da cura, do decreto, da barganha.

Outra missão. A missão de ser feliz a todo custo. A missão de ser destaque neste mundo, ser cabeça, ser filho do Rei e ter direito ao melhor desta terra.

Outra relevância. A relevância de ser um povo separado, longe e distante do pecador.

Sendo perseguido por estas “outras” citadas e denunciado-as como incoerentes com os valores do reino, automaticamente tornamo-nos os perseguidores. E neste prisma, alguns embates surgem como proposta para nosso recuo:

1) Somos acusados de dividir o reino

2) Somos acusados de tocar nos "ungidos do Senhor"

3) Somos acusados de rebeldes e intolerantes

4) Corremos o grande risco de que alguns crentes se afastem de nós

5) Corremos o grande risco de nos tornarmos uma espécie de intruso na igreja

Contudo, 'pensar' ainda tem sido uma arma para igreja nestes tempos - por isso é de ser estranhar uma igreja que diz ter a mente de Cristo, mas ao mesmo tempo odeia usá-la.

Mas vamos logo sabendo que quem pensa muito, descansa menos. Entretanto, o nosso chamado é para não nos conformarmos, mas nos transformarmos pela renovação da mente. Isto é, penso, logo sigo Rm 12.2.

Termino pedindo misericórdia e Graça a Deus pois as "invejas" citadas acima, e que tanto sinto, na verdade podem ser uma evidência de que estou cansando. E cansar pode gerar em mim (ou em nós) a covardia de viver um “Let It Be” religioso, como se ter a mente de Cristo não fosse algo honroso, uma vez que nos faz sofrer, ser mal interpretado, injustiçado e perseguido.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

O delírio das assinaturas


antigamente2
O que a noite me ensinou, sobre todas as coisas, pode ser traduzido na meditação desesperada dos silêncios. Estes instantes de exílio poético, em que as clausuras do amanhã não se sobrepõem às eternidades imaginadas.
Sempre precisei das madrugadas para dar início a uma carta, uma leitura profunda, uma mudez escancarada em quimeras. Manhãs nunca me foram testemunhas dos sonhares.
Por que será que as vísceras só se abrem nessas horas? Quais reinos são libertos, na escuridão dos antigos murmúrios? “Meu coração é um albergue aberto toda a noite”, sussurra Pessoa.
Contudo, uma vez proferidas, as palavras se despedem para habitar outras íris, outras mãos, outros pensamentos. E eu poucas vezes me percebi, anoitecendo minha alma na memória de narrativas alheias.
Nas últimas semanas, fui revisitar-me em duas ocasiões, em sincronia cósmica. Uma velha amiga me agradeceu pelo livro que a presenteei, em seu aniversário de vinte anos. Foram algumas poucas frases para que pudesse trazer à mente todos os desejos pueris que envolviam aquela data. E o coração pode celebrar, sem fantasias, a grandeza de ser repertório da existência dela, ainda que o hoje já não abrigasse nossos caminhos. Ontem fui imprescindível para aquela pessoa.
“Escrevemos cada vez mais para um mundo cada vez menos”, ensinou-me, tardiamente, Alberto da Cunha Melo. Essa melancolia arque(típica), quase inoportuna, quase clichê que apavora o destino de todos os escribas.
O mais importante, todavia, veio de um saudoso amigo da adolescência, por quem nutri muito carinho e admiração – na primeira metade de mim. Ele me confessou, com ternura juvenil, que eu havia escrito uma das cartas mais bonitas de toda a sua vida.
Meu coração, o albergue, sofreu um dilúvio imediato. Recordei todos os sentimentos que me avassalavam naquela época: dores infinitas, a solitude do não pertencimento, a recusa à obediência. Depois, fui encharcada por um orgulho sem nome, uma alegria além dos versos. Era a minha carne de menina, em papel e tinta, morando na alteridade.
Um pedaço meu guardado pelo tempo, expatriado da minha lembrança. De quem seriam aquelas declarações? Por quais estradas com ele estive, nesses anos todos? Quais seriam as inúteis revelações? De onde nasceram essas sagradas cicatrizes que eu havia cometido?
O fundamental daquele fenômeno, pois, não residia nos lugares comuns que eu provavelmente utilizei, tampouco o conteúdo de uma carta, ridícula. Os fatos eram apenas o preâmbulo de algo essencial: só me comunico através da escrita, verdadeiramente. Se amei, amo ou amarei alguém, nesta encarnação, necessito das palavras para elaborar as sensações. Só peço desculpas quando incorporada em literatura.
Não há memória que atinja, em igual beleza, uma superfície perfumada, com firma reconhecida. E isto constitui o maior fardo e o maior dom que alguém pode carregar. Todas as verdades só existem antigamente, quando a coragem legitimou o delírio de uma assinatura.


domingo, 8 de dezembro de 2013




Ter FÉ e acreditar não doí!!!


Hoje eu estava lendo o livro de Jó, e Jó era o kara sábio e inteligente, e teve uma adolescência como a gente também pecaste, e teve muita experiencias com DEUS do cap 12 ao 14 do livro de Jó na bíblia, Jó da a resposta  aos comentários e os julgamentos dos amigos que diziam conhecer a Jó.

Jó não era como você q acha que DEUS não existe ou que culpa DEUS por tudo de errado em sua vida. Ele sofria e DEUS via como ver você e eu, via nosso sofrimento, se DEUS o ajudava ou não ELE continua sendo DEUS .

Como de uma hora para outra o cara perde tudo, e era fiel a DEUS, e ele tinha certeza que era correto diante de DEUS amigo de DEUS. Ele sabia que DEUS caminhava entre os homens e ele não podia velo, que ele foi feito de barro do pó, o kara era sábio e tinha certeza da sua santidade diante de DEUS de sua vida reta e pura, ele em nenhum momento questiona a existência de DEUS ele só reclamava do seu sofrimento, "parece uma pessoa normal com medo do nada, do futuro como eu e você".

Vai vê sua vida esta igual a de Jó só luda, guerra, desprezo, medo, ira, indi guinação. Você não sabe por que passa por isso e questiona a existência de DEUS, falando DEUS não existe, porque DEUS faria isso com migo, se DEUS existisse mesmo eu não estaria passando por isso, DEUS não me ama, DEUS não esta nem ai para a humanidade. Engano seu!

Você querendo ou não acreditar no diabo, ou melhor dizendo Lúcifer ele existe e é real. E o maior prazer dele é ver você cuspindo para o céu e culpando a DEUS por tudo, pela sua vida que você pode melhorar quando quiser basta querer, levando você a pensar que demônios não existem que são um folclore da chamada bíblia.

Jó não sabia que o capeta destruía a vida dele então culpava a DEUS querendo achar uma solução ao seu sofrimento. Porque culpar a DEUS que você não vê, e nem o escutou, e não sabe com certeza se existe, é muito mais fácil né.

 Talvez você esteja assim esperando um milagre chegar, vou falar com você seu milagre já veio, já chego, só você não viu, e tem nome JESUS o Nazareno, se você não acredita que JESUS morreu por você. É você esta bem longe de DEUS meu irmão, minha irmã.

Vou pegar leve agora, se você abre a boca e fala gastando voz, eu tenho DEUS, e acredita no big bang você não faz nem ideia do que é um DEUS.

Você fala que a humanidade é geneticamente um macaco, é melhor você votar para o planeta dos macacos, sua terra natal, e que a vida não pode ter começada do pó, você esta acorrentado pelos demônios dessa geração, esta desgraçando sua vida ok.

Se você não acredita em JESUS que sangrou por nos e era perfeito e em nenhum momento toma isso como algo vital em sua vida hehe, tu tá ferrado guerreiro(a), você nunca vai ver DEUS, á não ser no julgamento, tire um tempo para o extraordinário o impossível para as coisas belas e medite.

Acredite não precisa ter uma religião viver em um sistema para fazer as coisas certas, só precisa de JESUS e para conhece-lo é só lendo a bíblia "MORO BROW" e se afundar no ESPIRITO SANTO nó livro de Atos ele vei o para nos completar nos ensinar a ser uma pessoa melhor, a viver melhor, por dentro de tudo e consciente dos nossos atos e escolhas.

Finalizando você tem que ler o livro de Jó mane, e se maravilhar, eles conversão pra caralho e só prosa boa edificante, no cap 38 DEUS responde a Jó, no 42 Jó tem um final feliz como em um conto de fadas.

Talvez você precisa de algo espiritual que nos complete como a FÉ, o melhor lugar para depositar a a Fé meu amigo é em JESUS você pode encontrar as respostas que precisa e credite em DEUS, JAH, YAHWEH. Quem sabe assim você encontra a felicidade que você nunca sentiu ou que li falta.

SEMEIE O AMOR, E CULTIVE MOMENTOS FELIZES, REGUE A PAZ, CINTA O PRAZER DE AJUDAR ALGUÉM NESSE PLANO CHAMADO TERRA. DGF

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Faça yoga 


Teto de Vidro Pitty

Andei por tantas ruas e lugares
Passei, observando quase tudo
Mudei, o mundo gira num segundo
Busquei, dentro de mim os meus lares
E aí, tantas pessoas querendo sentir
Sangue correndo na veia é bom assim
Se movimenta, tá vivo ouvir milhões de vozes gritando

Eu quero ver quem é capaz
De fechar os olhos e descansar em paz!

Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra

Na frente está o alvo quem se arrisca pela linha
Não é tão diferente do que eu já fui um dia
Se vai ficar, se vai passar,não sei
E num piscar de olhos, lembro o tanto que falei
Deixei, calei e até me importei
Mas não tem nada, eu tava mesmo errada
Cada um em seu casulo, em sua direção
Vendo de camarote a novela da vida alheia
Sugerindo soluções, discutindo relações
Bem certos que a verdade cabe na palma da mão
Mas isso não é uma questão de opinião
Mas isso não é uma questão de opinião
Isso é só uma questão de opinião!

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sábado, 7 de dezembro de 2013

Vida Longa Mundo Pequeno Oriente

Até mais

Espero o tempo rolar
Mesmo tempo que esperei pra gente se enrolar
Tu deitada a me olhar, minha barba por fazer
Lembra as mancadas que eu dei, de novo tenta adormecer
Deitados, abraçados, pleno verão, muito calor
O jazz baixim no computador, se funde ao som do ventilador

E tu me sussurrou...te amo, te amo
Eu respondo eu também, mas na sequência eu me levanto
Sento na rede, aperto um reet, tu reclama que eu fumo demais
Mas no fim das contas gosta da energia que a planta me traz
Faz meu humor que é vulnerável, parecer mais maleável
Porque eu mal humorado sei que sou insuportável

Sei que sou carregado, por energias sangue-sugas
Que fuma meus cigarros que queimam sozin
No cinzeiro e me fazem sair na madruga
Tacando fogo no puteiro, com cachaça ou piloto de fuga
Eu falo de várias mudanças, mas no final nada muda
Sou malandro e minhas filosofias são contraditórias
Às vezes me entrego, te explicando alguma outra história
O vento que me carrega é o vento que bate agora
Ventos fortes me abalaram, mas me reestruturei outrora

Nova aurora, vento novo, nado contra a corrente
Ou só atravesso o rio, deságuo em qualquer afluente
Vou a favor da corrente, se a direção for a mesma
São energias diferentes, mas a direção é a mesma

Eu sou yin você é yang, tu é alma, eu sou sangue
A nossa hora vai ser outra, não adianta bater cabeça
Minhas promessas não foram falsas, talvez precipitadas
Mas você olha nos meus olhos e vê que não é caôzada
Todo carnaval tem seu fim em cinzas, você sabe
Mais nas cinzas como a ave, onde o nosso amor renasce
Isso não é uma desculpa, nem menos explicação
Isso é uma carta de amor, quem escreveu foi o coração

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar
Mas deixa o tempo falar.. tô precisando voar
Tu sabe que eu vou voltar.. aguarda o tempo que dá
Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar
Mas deixa o tempo falar, vou me perder pra me achar
Num garanto nem voltar, talvez passe pra te buscar
Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

Em outra encarnação, não vou fazer que seja nessa
Propósito inflexível, segue o fluxo, sem pressa
Meu olhar pra outras mina, é superfície
Teu cheiro, teu sorriso.. é maior que disse me disse
A vida transborda o tempo todo, tire seus aprendizados
Não destrua o futuro por problemas do passado
Odeio despedidas
Não consigo só assisti-la
Sua presença é sentida, coração vibra, tu desfila
Você chora, o humor oscila, se mutila

Eu me afogo em uísque, você no chá de camomila
Minha plenitude é um catavento no olho do furacão
E no começo do amor, tudo era confirmação
O tempo que passou? Esquece, esse tempo já era
Espera que o corte é fundo, mas com o tempo regenera
Quem arruma problema, de problema se alimenta
No game homem e mulher na falta de um, tu inventa
Quem procura acha, e quem pede é atendido

Então saiba onde procurar, e selecione os seus pedidos
Na cama a gente se entende, só a gente sabe, né?
Na pista mãozinha dada, na cama homem e mulher
Tu se solta, olha meus olhos, e fica no meu comando
Tu incorpora uma cigana, e eu com naipe de malandro
Quando eu sentir saudades de todos os momentos nossos
Vou pensar em te ligar, mas vou te achar em outros corpos
Outros copos, outras áreas, outro plano, outro mundo

Coração de malandro, olhar safado vagabundo
Minha mente e minha loucura foi o que fez cê querer vir
E essa mesma loucura que fez tu querer partir
Melhor mesmo tu ir agora, antes que eu seja rude
Até mais minha pequena, ainda tá escrito maktub
E o magrin se emociona, porque me dói te libertar
Mas cê não ia conseguir me acompanhar

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar
Mas deixa o tempo falar, tô precisando voar
Tu sabe que eu vou voltar, aguarda o tempo que dá
Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

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APENAS AMO


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Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo.


MICRÓBIO


O tempo mastiga os homens:
mandíbulas frenéticas,
sem tempo pra degustar.
Alimenta-se deles sem dó
e deseja (inconsciente?)
que logo virem pó.
O tempo sorve os homens,
como o mar sorve embarcações,
levando-as para abaixo da superfície,
num mergulho profundo e sem volta.
O tempo dejeta os homens:
o abatimento, a doença, a morte,
o silêncio, a solidão...


Vivendo em vômitos
Esperança, clorofórmio
Herança,objecto,rejecto
Um dia a de ser...

Com medo coragem
Sublime bobagem
Amor e ternura
Ambiente loucura

Sonhos são feitos
De pedra fria
Pra ser escrito num dia

Mas os realizáveis
São de fumaça
Sejam de pedra, nuvens, passa....

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

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Você tem o sorriso mais lindo, o corpo mais perfeito e o jeito mais atraente que eu já conheci.
 Você só diz isso, porque quer me comer.
 Uau! 
E ainda por cima é inteligente.

Atlântica, o paraíso que se perdeu

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Segundo a lenda teria existido há muito tempo um grande continente, chamado Atlântida ou Atlantis. Situava-se no meio do Oceano Atlântico, frente às Portas de Hércules. Essas portas erguiam-se no local onde hoje está o Estreito de Gibraltar, fechando por completo o Mar Mediterrânio.
Atlântida teria sido um paraíso, uma lendária ilha cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida". Na ilha havia grandes e pequenas cidades com exóticas paisagens, clima agradável e belas florestas ao lado de extensas e férteis planícies onde os fortes animais eram dóceis.
Os atlantes eram senhores de uma civilização muito avançada. Tinham palácios e templos cobertos de ouro e outros metais preciosos, que destacavam-se numa paisagem onde o campo e a cidade conviviam em harmonia. Jardins, fontes, ginásios, estádios, estradas, aquedutos e pontes eram mantidos à disposição de todos. Desta abundância nasceram e prosperaram as artes e as ciências com muitos artistas, músicos e grandes sábios.
Mas não viviam completamente tranquilos, pois não estavam sozinhos no mundo. Apesar de cultivarem a paz e a harmonia, nunca deixaram de praticar as artes da guerra já que vários povos movidos pela inveja cobiçavam sua riqueza e tentavam conquistar a ilha. As vitórias obtidas contra os invasores foram tão grandiosas, que logo despertou o orgulho e a ambição de passar ao contra-ataque.
Já não pensavam em apenas defenderem-se, mas em aumentar o território de Atlântida. Assim o poderoso exército Atlante preparou-se para a guerra. Aos poucos foram conquistando grande parte do mundo conhecido, dominando vários povos e várias ilhas em seu redor, como também uma grande parte da Europa Atlântica e parte do Norte de África. Os seus corações até então puros foram endurecendo como as suas armas.
Enquanto se perdia a inocência nascia o orgulho, a vaidade, o luxo desnecessário, a corrupção e o desrespeito com os deuses. Poseidon, o deus dos mares, convocou os outros deuses para julgar os atlantes e decidiu aplicar-lhes um castigo exemplar. Como consequência vieram terríveis desastres naturais.
As terras da Atlântida estremeceram violentamente. O dia fez-se noite e em seguida surgiu o fogo queimando as florestas e campos de cultivo. O mar inundou a terra de Atlântida com ondas gigantes, engolindo aldeias e cidades. Em pouco tempo, junto com seu excessivo orgulho, vaidade e desmedida ambição, a Atlântida desapareceu para sempre...

Orgulho, vaidade, ostentação, soberba, arrogância, inveja e egoísmo são sete irmãos que convivem conosco. Eles agem como nossos amigos e são necessários para nutrir e fortalecer nosso amor próprio ou auto-estima. Porém se os deixamos crescer demais, eles se juntam podendo se tornar os nossos piores inimigos.
ORGULHO é um sentimento de satisfação pela realização de algo, um elevado sentimento de dignidade pessoal que pode ser empregado tanto de forma positiva ou negativa. Ter orgulho dos próprios feitos é ser justo consigo mesmo, reconhecendo suas próprias capacidades. É uma forma de elogiar a si mesmo prestando justa homenagem aos seus esforços. Quem nunca olhou para algo que tenha feito e dito: Nem acredito que fui eu que fiz!
Ter orgulho de si mesmo, admirar-se por um feito ou modo correto de ser é um sentimento positivo diante de conquistas que proporcionam alegria compartilhada com os outros. É uma manifestação de autoestima. Porém o orgulho em excesso pode se tornar negativo, levando a superestimar-se acreditando ser melhor, mais importante ou com grandes capacidades, embora não seja verdade. É aí que o orgulho se transforma na SOBERBA negativa.
SOBERBA é um sentimento positivo que nos faz esforçar para vencer no mundo competitivo. É a soberba que nos leva a superar limitações e sermos mais competentes. O termo provém do latim Superbia, ou seja, ser melhor, superior,  mais alto, mais destacado. Prêmios e troféus são dados aos soberbos, ou seja, aos melhores. Porém a soberba pode tornar-se destrutiva quando se manifesta no racismo, no elitismo, nos preconceitos ideológicos ou religiosos que só servem para deflagar graves conflitos e hostilidades.
Algumas vezes a soberba negativa pode-se se manifestar no excesso de humildade focada na inferioridade: se não pode se destacar sendo o melhor tenta se depreciar excessivamente diante dos outros para poder ouvir elogios e destaque de qualidades que não tem. O soberbo negativo tende a exibir-se a qualquer preço e desconhece a humildade para reconhecer a realização dos outros. Enamorado da própria existência, deseja despertar inveja e admiração nos outros para superar sua falta de autoestima. Quando é superado pelos outros, deixa-se dominar pela INVEJA depreciativa.
A INVEJA não é um sentimento ruim; ruim são as manifestações pejorativas e depreciativas que dela provém. Querer ter poder, riqueza e status igual ao dos outros não é negativo, é uma reação natural do ser humano. Se isso serve como fator de motivação para o esforço de obter as mesmas coisas, aí a inveja é positiva.
Inveja origina do latim Invidere que significa "não ver". Se há tristeza perante ao que o outro seja ou tem, se há o desejo de querer retirar algo dos outros, isso é cobiça. Cobiçar algo do próximo é sentir-se frustrado por não possuir atributos, qualidades e valor tanto quanto outros, sentindo-se incapaz de alcançá-la seja por incompetência, limitação física ou intelectual. A inveja se torna negativa quando a única intenção é alimentar a VAIDADE negativa. 
VAIDADE não é pecado, desde seja positiva. Pessoas vaidosas cuidam de si, de suas coisas e de outras pessoas. É a vaidade que evita que nos deixemos deteriorar. Porém a vaidade em excesso desperta a necessidade exagerada de cuidados, muitas vezes desrespeitando os próprios limites e submetendo-se a procedimentos e situações apenas para exibir-se. O vaidoso em excesso tem necessidade de se expor precisando receber aplausos de bajuladores, ainda que não sejam honestos. Com tantas bajulações, acaba tornando-se vítima da própria ARROGÂNCIA. 
A ARROGÂNCIA muitas vezes é confundida com a coragem de assumir as próprias opiniões. Ter personalidade é reconhecer os próprios méritos e ideias, desde que se disponha a ouvir a opinião e ideias dos outros. É comum aos arrogantes negativos recusar a aprender algo porque julga que sabe tudo e que suas ideias são melhores. E mesmo que não saiba, finge que sabe. A arrogância é na verdade um excesso de vaidade que impede de reconhecer a sabedoria dos demais. E, por concentrar em si mesmo, se deixa dominar pelo EGOÍSMO.
O EGOÍSMO tende a ser considerado pejorativo, mas na verdade ele é necessário para que cuidemos melhor de nós mesmos, que façamos as coisas primeiro para nós mesmos e assim podermos cuidar dos outros. O egoísmo utilizado de forma positiva chama-se autoestima; quem não ama primeiro a si mesmo não é capaz de amar verdadeiramente o outro.
O egoísta negativo concentra-se apenas em si mesmo. Recusa-se a compartilhar o que tem e ainda cobiça e deseja o que é dos outros. O egoísta negativo sofre com sua ganância, pois é um eterno insatisfeito que busca ter tudo, talvez para encobrir alguma deficiência que considera insuperável, podendo lhe faltar AUTOESTIMA.  
A AUTOESTIMA está relacionada à nossa capacidade de sentir a vida, tendo a percepção de que somos merecedores do que nos faz bem, nos alegra e nos dá conforto. É reconhecer e respeitar as nossas necessidades e desejos desfrutando dos resultados de nossos esforços. É ter autoconhecimento e autoconfiança, enfrentando os problemas e obstáculos que possam interferir em nossa felicidade.
A auto-estima é um sentimento positivo, mas se não temos consciência e domínio ela se tornará destrutiva. Tanto o excesso quanto a falta de autoestima são prejudiciais. O excesso de autoestima pode resultar no egoísmo negativo, na ganância de querer tudo somente para si não importando os outros, numa tentativa de superar a falta de autoestima.
A auto-estima fortalece, dá energia e motivação. Quanto mais elevamos a nossa auto-estima, mais queremos crescer, não necessariamente no sentido profissional ou financeiro, mas dentro daquilo que esperamos viver durante nossa vida. Quanto mais baixa nossa auto-estima, menos desejamos fazer e é provável que menos ou pouco possamos realizar. Isso está diretamente relacionado à AUTOSEGURANÇA. 
A INSEGURANÇA se manifesta na dificuldade para enfrentar os problemas da vida por não confiar na própria capacidade ou pelo medo de expor suas ideias, vontades e necessidades. Pessoas inseguras em geral tem baixa autoestima, não respeitam a si mesmas, se desvalorizam, não se sentem merecedoras de amor e respeito por parte dos outros e se não se acham merecedoras do direito à felicidade. 
Pessoas com autoestima saudável não se envergonham de suas deficiências, limitações e dificuldades. Não tem dificuldade em pedir perdão, pois sabem reconhecer seus erros e culpas. É mais provável encontrarmos simpatia e compaixão em pessoas com auto-estima elevada do que naquelas com baixa auto-estima, pois o nosso relacionamento com o mundo tende a espelhar e refletir o relacionamento que temos com nós mesmos.
A autoestima saudável produz sentimentos leves e gostosos, alegria, tolerância e paciência com os outros. Também nos dá a capacidade de utilizarmos a nossa inteligência para nos responsabilizarmos por nossos sentimentos; isso se chama Inteligência emocional. Não são os fatos ou as atitudes dos outros que nos incomodam; o que nos incomoda são os nossos sentimentos em relação a eles.
Quando aprendemos a ter inteligência emocional nossa atenção se volta apenas para o que seja importante. Não nos desgastamos com coisinhas pequenas. Não insistimos numa discussão. Reconhecemos os nossos erros e admitimos nossas falhas, porque consideramos que o mais importante é a harmonia, bem estar e paz. Não estragamos um dia com caprichos infantis e inúteis. 
Desistimos de tratar as coisas de forma radical e nos tornamos mais flexíveis, não para conceder privilégio aos outros mas sobretudo pelo bem que desejamos fazer a nós mesmos. Quando descobrimos que a vida é efêmera e pode acabar num segundo, nossos sentimentos ganham novos valores. Prestamos mais atenção em nós mesmos, percebemos e filtramos os nossos pensamentos. Podemos mudar a nossa vida mudando a qualidade de nossos pensamentos, mas para isso precisamos de HUMILDADE.  
HUMILDADE vem do latim Humus, que significa filhos da terra. Refere-se à qualidade de nos considerarmos iguais, nem superior e nem inferior aos outros. A humildade é uma virtude que dá o sentimento exato ao nosso bom senso, de utilizarmos de cordialidade, honestidade, respeito e simplicidade com as outras pessoas. Quem é humilde não se vangloria do que tem ou do que faz, mas também não pode ser confundida com modéstia que pode ser traduzida como uma depreciação de si mesmo ou falta de ambição.
A ambição excessiva prejudica, mas dentro dos limites éticos e morais ela se torna positiva. Pessoas positivamente ambiciosas buscam conhecimento e autoconhecimento, são motivadas, persistentes e mantem uma autoestima elevada que se manifesta o egoísmo saudável, desejando obter o melhor para si, para os outros e para o mundo.  Elas agem com integridade e sabem que, para atingir seus objetivos, não precisam roubar, mentir e nem passar por cima de outros.


Aquiles - o mito do signo de Câncer

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Tétis, a deusa do mar, era desejada como esposa por Zeus e por seu irmão Poseidon. Porém Prometeu profetizou que o filho da deusa seria maior que seu pai, e diante disso os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionando enfraquecer o filho que dela nasceria e seria apenas um humano.
Nasceu Aquiles e Tétis visando fortalecer sua natureza mortal, mergulhou-o, ainda bebê, nas águas do mitológico rio Estige. As águas o tornaram um herói invulnerável, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurou para o mergulhar no rio, daí a famosa expressão “calcanhar de Aquiles”, significando ponto vulnerável.
Aquiles tornou-se o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda era mortal. Mais tarde, sua mãe profetiza que ele poderia escolher entre dois destinos: lutar em Tróia, alcançar a glória eterna mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, mas sendo logo esquecido. Aquiles preferiu a glória...

Câncer é o signo cujo símbolo é o da fecundidade, que permite uma concepção do protecionismo instintivo, que manifesta-se dentro do recipiente que envolve, nutre, aquece, acolhe e protege. Câncer é o símbolo dos processos que mantém a vida latente. Seu símbolo, o caranguejo, cuja forma arredondada e fechada lembra o útero que engloba, nutre e que permite o desenvolvimento da vida.
É a defesa contra um mundo hostil, o símbolo da família que resguarda nossa história, nossa memória, nosso passado. Câncer, símbolo da mãe, provedora da vida que alimenta, envolve, ampara, protege e apoia seus filhos. Aquela que protege contra a deterioração e brutalidade do mundo exterior, resguardando todos os sonhos e as imagens essenciais de nossa história.
O mito representa os cuidados maternais: Têtis, era uma deusa mas seu filho era um mortal e ela quis transformá-lo em um deus de forma que nada pudesse atingí-lo. No entanto, por mais que tenha tentado protegê-lo, uma parte do filho ainda era vulnerável, escapando da sua proteção e indo de encontro ao seu próprio destino, no qual a deusa não poderia intervir.